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Disfunção Eréctil (Impotência Sexual)
O que é a disfunção Eréctil?
Quais as causas físicas mais comuns?
Quais as causas psicológicas mais comuns?
Tratamento das causas físicas
Para as causas não físicas:
 

 

 

 

O que é a disfunção Eréctil?
António Bernardo

Muitos homens têm, ocasionalmente, problemas em conseguir ou em manter uma erecção. Para alguns, contudo, poderá tratar-se de um problema crónico, afectando gravemente as suas relações íntimas e o seu sentimento de auto-estima. No entanto, é quase sempre uma situação tratável.

A disfunção eréctil pode ser causada por uma variedade de factores. Para compreender, é preciso primeiro compreender como uma erecção normal se processa.

Cérebro, nervos, artérias, veias e hormonas trabalham em conjunto para produzir uma erecção. Uma hormona chamada testosterona controla o impulso sexual. O cérebro compreende e interpreta a situação como sendo excitante e envia sinais ao pénis. Os nervos transportam esses sinais e desencadeiam a dilatação das artérias dos corpos cavernosos, facilitando a entrada de sangue, dando início ao aumento de volume do pénis. À medida que os corpos cavernosos aumentam de volume, começam a impedir a saída do sangue através das veias. O pénis torna-se então suficientemente duro e erecto para a penetração na vagina durante a relação sexual. A disfunção eréctil pode ser classificada como física (relacionada com o aparelho circulatório, com o sistema nervoso, ou com desequilíbrios hormonais), ou psicológica. Várias vezes, a disfunção é mista e resultante de perturbações físicas e psicológicas actuando em conjunto.

Quais as causas físicas mais comuns?
Alterações do fluxo sanguíneo
As alterações que afectam o fluxo sanguíneo arterial ou venosos podem estar na origem das disfunções erécteis. Entre elas estão a hipertensão, a arteriosclerose e a diabetes.

Perturbação dos impulsos nervosos
Há situações que podem afectar a transmissão dos impulsos nervosos que vão e vem do pénis. Entre elas contam-se a diabetes, os acidentes vasculares cerebrais, o alcoolismo, certas intervenções cirúrgicas, traumatismos pélvicos e da coluna vertebral.

Determinadas substâncias
Certas substâncias podem também originar problemas de erecção. Alguns exemplos são: os anti-depressivos, os opiáceos, os medicamentos para tratamento de úlceras do estômago ou duodeno, o álcool e a nicotina.

Desequilíbrios hormonais
Certas doenças que provocam o desequilíbrio hormonal podem afectar os impulsos sexuais. Entre elas contam-se certas doenças renais, sobretudo na fase de diálise, o alcoolismo, e as doenças hepáticas.

Quais as causas psicológicas mais comuns?
A depressão
Este estado reduz o nível energético e o impulso sexual.

O stress e a ansiedade
Seja no trabalho ou na sua relação amorosa, o stress pode causar disfunção eréctil. Esta situação tende a causar um verdadeiro círculo vicioso: a incapacidade de conseguir uma erecção aumenta o stress, o que provoca ainda mais dificuldades em conseguir uma erecção; o receio do fracasso provoca ansiedade, que interfere mais uma vez com a erecção.

As expectativas negativas
A convicção de que é a impotência é uma consequência inevitável do processo de envelhecimento pode gerar uma espécie de sentimento de «profecia que se torna realidade» através de auto-sugestão. Embora certas reacções abrandem com a idade (por exemplo, um homem de mais idade talvez necessite de mais estímulo), a actividade sexual geralmente persiste.

Para fazer um diagnóstico, o médico precisará de colher uma história completa. Podem ser necessários testes como análises ao sangue, estudo da rigidez peniana (regidometria) e estudos do fluxo sanguíneo do pénis. Dependendo do diagnóstico, há vários tipos de tratamento disponíveis.

Tratamento das causas físicas
Medicamentos:
§ Se tiver uma deficiência hormonal, o médico poderá prescrever uma terapia de substituição hormonal;
§ Se qualquer medicamento que o doente toma é a causa dos problemas de erecção, poderá ser necessário mudar de medicamento ou alterar a sua dosagem;
§ Se o doente sofre de depressão, necessitará de medicamentos anti-depressivos.

Auto-injecção no pénis
Medicamentos que dilatam as artérias podem ser injectados com uma pequena agulha directamente no pénis. O médico ensinará o doente a dar a injecção a si próprio. Quando as artérias se dilatam, o pénis enche-se de sangue e, em minutos, torna-se suficientemente rígido para permitir a relação sexual.

Dispositivos de erecção por vácuo
Estes aparelhos consistem numa câmara de vácuo e numa bomba. São usados para aspirar o sangue para o pénis, provocando uma erecção. Este método não pode ser usado em indivíduos com determinados problemas físicos. As instruções de utilização dos aparelhos de vácuo devem ser seguidas cuidadosamente para impedir a ocorrência de qualquer problema.

Implantes Cirúrgicos
Se os outros métodos não resultarem, há vários tipos de próteses que podem ser implantados no interior do pénis. O médico dirá se a aplicação de uma prótese é a melhor opção que se pode oferecer a um doente.

Para as causas não físicas:
O médico poderá recomendar terapêutica por um psicólogo. A terapêutica a seguir poderá incluir a aprendizagem sobre a sexualidade, corrigindo preconceitos ou problemas de comunicação entre o casal. Pode também incluir exercícios de estimulação sexual que podem ser realizados na privacidade da sua casa. A confiança no seu psicólogo é essencial pelo que deve procurar um com o qual se sinta bem.

 

 

 

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