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Pesquisa quantifica custos da poluição do ar nos Estados Unidos

 
      Washington, 13 de Novembro de 2002 - Uma pesquisa publicada ontem no jornal Health Affairs sugere que a redução da poluição do ar nos EUA pode cortar custos significativos na área de saúde. Muitos estudos anteriores - inclusive no Brasil - têm estabelecido estreita ligação entre ar poluído e mortes prematuras. Mas essa é a primeira análise prospectiva em larga escala a relacionar o impacto da poluição sobre o sistema de saúde pública norte-americano, segundo o economista Victor Fuchs, da Universidade de Stanford, autor principal da pesquisa.

      Um trilhão de dólares

      "Com as despesas de saúde bancadas pelo governo excedendo US$ 1 trilhão por ano, mesmo pequenas reduções percentuais podem fazer a sociedade economizar dezenas de bilhões de dólares anualmente", registra a pesquisa para informar, mais adiante, "que a utilização do sistema público de saúde é significativamente maior em áreas mais poluídas".

      Na maior parte das áreas mais poluídas do País, os norte-americanos mais idosos utilizam muito mais tratamentos médicos, especialmente para doenças pulmonares. A pesquisa revela que o ar poluído eleva as exigências de atendimento médico do programa de proteção à saúde dos idosos (medicare), mesmo expurgando-se fatores regionais, tamanho populacional, educação, renda, hábito de fumar e obesidade. E foi realizada apenas com indivíduos brancos, considerando a forte influência dos parâmetros de raça sobre a saúde.

      Os pesquisadores examinaram 183 áreas metropolitanas com mais de 100 mil habitantes utilizando as informações de poluição do ar da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, entre 1989 e 1991. A poluição é maior no Oeste e muito baixa, por exemplo, na Flórida. O atendimento hospitalar foi muito alto em estados como Arkansas, Oklahoma e Texas.

      Modelos calibrados

      Os pesquisadores também concluíram que o atendimento hospitalar para pacientes com problemas respiratórios foi, na média, 19% maior nas 37 áreas com mais altos índices de poluição quando comparados com a assitência prestada nas 37 áreas com menores índices.

      Calibrando seus modelos de cálculos com fatores demográficos e de saúde conhecidos, os pesquisadores descobriram que o programa de proteção à saúde dos idosos poderia ter economizado, em média, US$ 76.70 por pessoa, no caso das internações hospitalares e US$ 100.30 por pessoa, na alternativa do atendimento ambulatorial, para cada 10 micrograma por metro cúbico de poluição reduzida.

 (Dow Jones Newswires)
 
 

 

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